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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ecad lança campanha para conscientizar usuários de música nas festas juninas sobre a importância do pagamento do direito autoral

Devido ao trabalho do Ecad e das associações de música que o integram, em 2014 mais de oito mil artistas receberam quase R$ 2 milhões pela execução pública de suas músicas no segmento de Festas Juninas. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), instituição que atua na defesa dos direitos autorais de autores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos, é responsável pela arrecadação e distribuição dos devidos valores. Para realizar este importante trabalho, é imprescindível que exista a conscientização dos usuários de música quanto à importância e obrigatoriedade do pagamento do direito autoral nos festejos juninos.

Para promover esta conscientização, o Ecad acaba de lançar a campanha "Arraiá de respeito fica em dia com o direito!", que conta com várias ações de comunicação, como o envio de milhares de malas diretas eletrônicas a prefeituras, clubes, empresas promotoras de eventos, paróquias, escolas e associações que costumam realizar festas juninas. A mala direta destaca a lista de itens que não podem faltar em uma animada festa de São João: comidas típicas, quadrilha e, claro, muita música boa. O material também explica como os organizadores destes eventos devem proceder para respeitar o pagamento dos diretos autorais dos artistas cujas músicas animam os arraiás e solicitar a autorização prévia ao Ecad para a utilização pública de músicas, como previsto na lei federal Lei 9.610/98. A mensagem faz menção ainda ao importante trabalho de gravação realizado pelos técnicos do Ecad, que garantem, através da gravação das músicas tocadas nos eventos, a justa distribuição dos valores arrecadados neste período aos titulares de música. Além disso, para que todos entrem já no clima de São João, o material enviado traz um animado jingle de festa junina, que pode ser ouvido pelo usuário.

De acordo com a gerente executiva de Marketing do Ecad, Bia Amaral, vários compositores só recebem direitos autorais em épocas comemorativas, como as festas juninas, visto que algumas músicas típicas não costumam tocar nas rádios e estabelecimentos no decorrer do ano. “Se os organizadores destes eventos não pagam os direitos autorais, herdeiros de autores como Gonzagão, Braguinha, Humberto Teixeira e Dominguinhos, e até autores mais atuais, como Tato e Dorgival Dantas, deixam de receber e isso não é justo com os artistas, já que eles são os responsáveis por levar tanta alegria para as festas”, analisa.

Ações no Facebook e em emissoras de rádios

Em 2015, o Ecad preparou ainda uma ação especial em comemoração às festas juninas em sua página oficial no Facebook: no mês de junho, a instituição lançará um aplicativo para que o internauta acesse o “Correio Junino”, que permitirá a troca de mensagens temáticas com os amigos desta rede social. Além disso, estarão disponíveis divertidos ícones juninos (como trancinhas, bigodes, chapéus, cavanhaque e outros enfeites) para que as pessoas customizem suas fotos e as publiquem em suas timelines. As rádios também serão contempladas nesta campanha com a veiculação de spots temáticos preparados pela área de Marketing do Ecad, que falam sobre a importância do respeito ao pagamento dos direitos autorais nas festas juninas. As peças da campanha foram criadas pela Plano B e o desenvolvimento do aplicativo para Facebook foi feito pela empresa Humans Group. Já os spots de rádio foram produzidos pela Set TV Cine.

Os mais tocados nas festas juninas de 2014

No ranking das músicas mais executadas no ano passado, a tradição mostrou sua força com as canções "Festa na roça", "O sanfoneiro só tocava isso" e “Pagode russo” aparecendo nas primeiras colocações. Rosinha Gonzaga, herdeira do "Rei do Baião", destaca a importância do recolhimento do direito autoral para sua família: “Com suas músicas, meu pai fez o Nordeste ser conhecido em todo o Brasil e o maior reconhecimento à importância do seu trabalho é o pagamento dos direitos autorais. Muitos não sabem que eu, como herdeira, recebo direitos autorais das músicas do meu pai até hoje”.