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terça-feira, 23 de junho de 2015

LUIS CARLINHOS FAZ SHOW DE DESPEDIDA EM SÃO PAULO DO CD/DVD

“GENTES: 20 ANOS AO VIVO” NA QUINTA, 2 DE JULHO, NO TOM JAZZ

Apresentação faz parte da turnê que marca as duas décadas de carreira do músico e ator carioca, que voltará à capital paulista no segundo semestre para gravar novo disco

“20 anos de música. De amor e de música, diria, pois é este o sentimento que ele passa
quando canta e toca. Carlinhos traz o tempo como um aliado, buscando em seus
aspectos, passado e presente, uma abertura para um futuro que lhe garanta um lugar tranquilo na cena musical. Um lugar de onde possa mandar seus recados, sempre
carregados de poesia, suingue e musicalidade” - MORAES MOREIRA

Divulgação|Rodrigo Romano

Na quinta-feira, 2 de julho, às 21h, a casa de espetáculos Tom Jazz recebe, na capital paulista, o músico e ator carioca Luis Carlinhos. Da plateia, o público poderá assistir, em apresentação única, o penúltimo show que comemora as duas décadas de carreira do artista, registrado ao vivo no CD/DVD “Gentes: 20 Anos ao Vivo”. No palco, ele estará acompanhado por Arthur de Palla (baixo), João Gaspar (guitarra) e João Hermeto (bateria/percussão). O encerramento desta turnê (“e também de um ciclo”, segundo Carlinhos) que começou em outubro de 2013 e passou por Brasília, Vitória e Europa, está marcado para 9 de julho, na Miranda, no Rio de Janeiro.

Ex-integrante da banda Dread Lion e do projeto 4 Cabeça - realizado ao lado de Baia, Gabriel Moura e Rogê -, Luis Carlinhos leva ao palco do Tom Jazz um repertório mesclado de reggae e pop em arranjos mais intimistas, com destaque para algumas canções de seus CDs solos anteriores, “Muda” e “Rapa da Panela”, dos tempos do Dread Lion, além de três obras inéditas.

Após o fechamento deste ciclo na capital fluminense, Luis Carlinhos já tem data marcada para voltar a São Paulo. No segundo semestre, entrará em estúdio para gravar seu próximo CD, produzido por Alê Siqueira. Inicialmente, chamará “Chão no Pé". Segundo ele, “é um nome provisório, apesar de eu gostar”. No repertório, ele antecipa que há parcerias com Moraes Moreira, Gabriel Pondé, Baia e Mauro Aguiar. “Entre as faixas, vou gravar uma do Bob Marley. Sempre quis gravar um Bob, que considero um lado B dele, a canção ‘Soul Shake Down Party’. Tenho experimentado e vem soando muito bem. Mas ainda não tenho todas as faixas definidas”, diz.

Em relação aos convidados para este novo trabalho, Luis Carlinhos já pensa em alguns nomes: Mariana Aydar e Moraes Moraes. “Há uma intenção e, portanto, pode mudar. E ainda tem Seu Jorge, um grande parceiro e amigo, que manifestou vontade de estar junto de alguma maneira. Cantando ou até dirigindo artisticamente”. O lançamento deste trabalho está previsto para outubro, na Tom Jazz.


SOBRE LUIS CARLINHOS

Com infância e adolescência vividas entre a serra e as praias fluminenses, o primeiro violão de Luis Carlinhos não foi um presente. Seu irmão mais velho, André, deixou o instrumento de lado e ele se apoderou. E sozinho mesmo, aos 8 anos de idade, iniciou as primeiras batidas com a ajuda das revistinhas de banca. Em pouco tempo já tocava as clássicas do rock nacional.

Último filho de quatro irmãos, foi criado solto. Costumava passar as férias escolares quase inteiras em Visconde de Mauá, tomando banho de cachoeira, jogando futebol e andando a cavalo. Também surfava pelas praias de Arraial do Cabo, onde a família tinha uma casa. Em sua primeira banda, “Sondagem da Terra”, quando tinha 12 anos, Luis Carlinhos conheceu o músico Davi Moraes. Os ensaios aconteciam na casa do pai dele, o baiano Moraes Moreira.

Já aos 18, quando fazia suas violadas veraneias pela Guarda do Embaú (SC), foi convidado para entrar na banda Dread Lion. Um amigo, guitarrista do grupo, estava de mudança para o Havaí e o indicou como substituto. Com a saída do cantor, Luis Carlinhos acabou assumindo os vocais e arriscou-se a compor. Sua primeira música, “Amor Jovem”, composta quando tinha 16 anos, foi apresentada algumas vezes na época do Dread Lion, mas nunca chegou a ser gravada.

Também aos 18 anos, depois de um curso inglês de dois meses em Baton Rouge (EUA), tirou férias no Havaí, onde morava seu irmão, Bruno Ewald (surfista e campeão mundial de jiu jítsu, conhecido por "Longman”). Tinha planos de ficar naquele paraíso por um bom tempo. No entanto, sua mãe teve um terceiro tipo de câncer e Luis Carlinhos voltou às pressas para o Brasil. Em apenas vinte dias, sua mãe veio a falecer. A perda da mãe lhe trouxe de volta à vida de músico, artista que escolheu.

Com a sua volta ao Brasil, o Dread Lion recomeçou a todo vapor. Shows em faculdades, casas noturnas, aberturas para artistas internacionais como The Wailers, Pato Banton, Maxi Priest, Yellow Man e Andrew Tosh. Até que gravaram o primeiro disco, "Porque não Paz?" (1997), com um repertório todo próprio. A música "Oh! Chuva" teve a participação de Geraldo Azevedo e virou um hit no segmento jovem que curte reggae. Mais tarde, a música virou um hino de forró e foi regravada por grupos do gênero, incluindo a banda Falamansa, que vendeu 600 mil cópias em seu segundo CD.

Depois do lançamento independente, em 1999, o CD "Porque não Paz?" foi relançado pela Sony Music, com duas regravações e uma música inédita. Daí em diante, tocaram nas principais capitais brasileiras. Em matéria de reggae nacional, o Dread Lion virou referência junto das poucas bandas, como Cidade Negra, Tribo de Jah e Nativus (hoje Natiruts). Em 2001, depois de três anos sem gravar, veio o segundo CD, "Já é!", que ultrapassou as fronteiras do reggae e afirmou a vontade do grupo de fazer um som que trouxesse outras referências. Lançaram o CD com show no Canecão, Rio, e seguiram em turnê novamente.

Em 2004, de maneira tranquila, a banda se desfez. No mesmo ano, Luis Carlinhos gravou seu primeiro disco solo, "Rapa da Panela". O trabalho foi todo gravado em seu estúdio caseiro, Cascudaria. O CD contou com a participação de feras como João Vianna, Zé Nogueira, Marlon Sette, Paulo Calazans, Donatinho, Diogo Gamêro, Felipe Cambraia, Kiko Horta, João Hermeto, Zé Paulo Beker, entre outros. Nesse período, a campainha toca um dia em sua casa. Era a atriz Heloisa Perissé. Vizinha de porta, perguntou se ele poderia fazer um teste para substituir o músico/ator de "Cócegas", peça em que atuava ao lado da parceira Ingrid Guimarães. Na semana seguinte, Luis Carlinhos estreou no Teatro das Artes (RJ). A peça ficou dez anos em cartaz, oito deles com o cantor, que acompanhou a trupe em turnês por todo o Brasil e ainda em Portugal (Lisboa). Empolgado com o teatro, estudou Artes Cênicas na PUC, onde já havia concluído Ciências Sociais.

Também em 2004, criou com os seus parceiros Baia, Gabriel Moura e Rogê o projeto “4 Cabeça”. Nesse mesmo ano, estrearam no Teatro Ipanema. Fizeram temporadas duradouras no Rio de Janeiro, em casas como Mistura Fina, Zozô e Miranda, shows no Circo Voador, Canecão, Fundição Progresso e Parque Garota de Ipanema. Em 2010, ano de lançamento do primeiro CD com 12 músicas no formato "voz e violão", o grupo saiu vencedor no 21º Prêmio da Música Brasileira, na categoria "Melhor Grupo de MPB". Subiram ao palco do Theatro Municipal (RJ) com Maria Bethânia e Ney Matogrosso, vencedores em outras duas categorias da MPB.

“Muda” é o título de seu segundo CD solo, lançado em junho de 2009. O violão, do qual brotaram muitas composições, ditou os andamentos e levadas dentro do estúdio. Abrindo mão do contrabaixo na formação, a guitarra barítono do Walter Villaça, produtor do disco, desempenhou bem o papel dos graves junto aos surdos, alfaias e tablas da percussão de Siri, que ainda trouxe efeitos sonoros tirados da água com uso de panelas e escorredores. Sacha Amback, com o teclado e suas texturas, deu um leve tom eletrônico e aveludou os elementos como um todo. Seus parceiros novos, André Gardel e Gabriel Pondé, e os mais das antigas, Baia e João Suplicy, somaram muito nas composições.

Depois de cinco CDs em estúdio, incluindo o premiado “4 Cabeça”, era a hora de registrar o calor do palco. No dia místico, 12.12.12, Luis Carlinhos gravou o CD/DVD “Gentes - 20 Anos ao Vivo”. A gravação aconteceu durante um show para 200 pessoas numa casa em São Conrado, Rio de Janeiro. Contou, na banda, com João Hermeto (bateria e percussão), João Gaspar (guitarra) e Maurício Oliveira (baixo), na gravação de um repertório com músicas dos seus CDs solos, “Muda” e “Rapa da Panela”, além de três inéditas. O projeto “Gentes- 20 anos ao Vivo” teve financiamento coletivo do site Embolacha. Por meio de crowdfunding, cerca de 300 participantes compraram cotas que envolviam links, CDs, DVDs, ingressos, inserção de logomarcas e até shows particulares. O CD/DVD teve distribuição física e digital da Sony Music.



Para saber mais:

MAKING OF
http://www.youtube.com/watch?v=TcIbwrcNs6

MUDA - VIDEO CLIPE
http://www.youtube.com/watch?v=w-IHd9_xxhE

OH! CHUVA - VIDEO CLIPE
https://www.youtube.com/watch?v=hs2A9hhC5as


(SERVIÇO)

SHOW LUIS CARLINHOS
QUANDO: 2/7/2015
HORA: 21h
ONDE: Tom Jazz
ENDEREÇO: Avenida Angélica, 2.331 - tels. 3255-0084 / 3255-3635
INGRESSOS: R$ 30
HORÁRIO DA BILHETERIA: segunda a sexta, das 10h às 17h30 (dias de show, a bilheteria permanece aberta até as 22h); sábados, das 13h às 22h