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| Amilton Godoy, Sidiel Vieira, Sidmar Vieira, Edu Ribeiro, Nelson Ayres, Tico D' Godoy, Jorge Potalej, Débora de Aquino e Gabriel Grossi |
Pianista, compositor e fundador do Zimbo Trio reuniu grandes nomes da música brasileira em apresentação marcada pelo virtuosismo, pela emoção e pelo encontro de diferentes gerações
O palco da Sala Jardel Filho, no Centro Cultural São Paulo, foi tomado pela música brasileira na noite de 13 de agosto de 2026, com a apresentação especial de “85 anos de Amilton Godoy”.
Em uma celebração que foi muito além de um aniversário, o pianista transformou o concerto em um encontro de amigos, parceiros e diferentes gerações da música. O resultado foi uma noite vibrante, emocionante e marcada pela qualidade artística de músicos que fazem parte da trajetória de Amilton ou que dialogam com sua obra.
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| Momento em que Amilton Godoy e Nelson Ayres dividem o palco |
O espetáculo contou com a participação do pianista Nelson Ayres, do gaitista Gabriel Grossi, do trompetista Sidmar Vieira, do baterista Edu Ribeiro, do contrabaixista Sidiel Vieira e do grupo Juntos, formado especialmente para a apresentação por Tico D’Godoy e Débora de Aquino nos saxofones e Jorge Potalej, no contrabaixo. A apresentação foi conduzida pela jornalista Patricia Palumbo, que também prepara uma biografia de Amilton Godoy, com lançamento previsto para 2027.
A proposta do espetáculo foi apresentar um retrato do momento atual de Amilton Godoy: um artista que, aos 85 anos, continua compondo, escrevendo partituras, ministrando aulas e se apresentando ao lado de músicos de diferentes gerações. O repertório percorreu diferentes universos musicais, aproximando a música erudita da popular e valorizando a improvisação e a criação coletiva.
A apresentação começou com o “Prelúdio de Bach”, seguido por “Avião”, de Djavan. Na sequência, o público acompanhou composições autorais de Amilton, como “Juntos” e “Tudo Bem”, além de encontros musicais com Sidmar Vieira, Sidiel Vieira, Nelson Ayres e Gabriel Grossi.
Entre os momentos especiais esteve o encontro de Amilton Godoy e Nelson Ayres ao piano, interpretando “A Felicidade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, “A Saudade Mata a Gente”, de Antônio Almeida e João de Barro, e “Caminho de Casa”, de Nelson Ayres.
Já a parceria com Gabriel Grossi trouxe ao palco “Loro” e “Rapaz de Bem”, em uma demonstração da força do diálogo entre piano e harmônica. O encerramento ficou por conta de “Brazuca’s Blues”, reunindo os músicos em uma grande celebração.
Um dos aspectos mais simbólicos da noite foi a presença de Tico D’Godoy, filho de Amilton, integrando o grupo Juntos. A participação representa não apenas a continuidade de uma tradição musical, mas também a maneira como Amilton constrói sua trajetória: compartilhando conhecimento, palco e experiências com artistas de diferentes gerações.
Ao lado de Tico estavam Débora de Aquino e Jorge Potalej, formando uma das configurações especiais da apresentação. A formação do palco foi sendo modificada ao longo do espetáculo, permitindo que diferentes músicos se encontrassem em duos, trios e outras formações.
Aos 85 anos, Amilton Godoy continua demonstrando uma impressionante vitalidade artística.
Fundador e integrante do histórico Zimbo Trio, o pianista construiu uma carreira de enorme relevância para a música brasileira, com mais de 90 discos lançados, apresentações em mais de 40 países, turnês internacionais e diversas premiações e homenagens.
Sua trajetória está profundamente ligada à evolução da música instrumental brasileira, mas o concerto no CCSP mostrou que seu trabalho não pertence apenas à memória: Amilton continua criando, tocando, ensinando e estabelecendo novas parcerias.
Essa disposição para permanecer em movimento talvez seja uma das maiores mensagens deixadas pelo espetáculo. Ao falar sobre o concerto, Amilton Godoy destacou justamente esse espírito de encontro: - “É uma alegria celebrar os meus 85 anos ao lado de companheiros da música”, afirmou o pianista, ressaltando a importância de estar acompanhado por parceiros queridos e músicos de diferentes gerações. Para ele, a apresentação representou um retrato de sua vida artística atual: “Continuo compondo, escrevendo partituras para piano, ministrando aulas, fazendo shows em diferentes contextos, localidades, formações e com músicos de várias gerações.”
O sucesso da apresentação esteve justamente na capacidade de transformar uma comemoração pessoal em uma experiência coletiva. Amilton Godoy não celebrou apenas 85 anos de vida, mas, décadas dedicadas à música, às amizades construídas através dela e à transmissão de conhecimento para novas gerações. Foi uma noite de talento, emoção, improvisação e, sobretudo, de amor pela música.
Aos 85 anos, Amilton Godoy segue mostrando que a verdadeira arte não envelhece. Ela se reinventa, encontra novos parceiros e continua emocionando o público.
Por: Claudia Souza | MusicoEmpreendedor.com.br


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